Alunos de creche passam por cirurgia após pegarem conjuntivite em Vitória

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Uma equipe da unidade de saúde de Jardim da Penha esteve na escola e passou orientações para os profissionais. Também foi feita uma higienização em toda creche, até nos brinquedos, para eliminar qualquer vestígio do vírus da conjuntivite.

O presidente da associação de oftalmologistas do Estado, Nilo Filippe Filho, explica que o procedimento cirúrgico que foi feito é uma raspagem nas pálpebras.

“Com o processo inflamatório muito agressivo e exuberante, ela forma como se fosse uma película, uma membrana, ou como se fosse uma casquinha de uma ferida. Isso gera um desconforto extremo e quando a gente pisca, essa estrutura passa arranhando as córneas. Sem falar que essa estrutura não deixa o remédio anti-inflamatório penetrar, e aí você não tem alternativa a não ser retirar isso para evitar um agravamento do quadro ou um prolongamento”, disse o médico.

O oftalmologista explicou ainda que a única forma de evitar o contágio de outras crianças é afastando os alunos contaminados já nos primeiros sintomas de irritação nos olhos.

“Tem desconfiança? Os professores, servidores já vão chamar os pais, pois se essa criança estiver com conjuntivite, que é altamente contagioso, vai trazer transtornos não só para a as crianças, mas para todas as outras pessoas que tiverem contato com ela. Os pais que tiverem uma mínima desconfiança de que o filho está com irritação, coceira, inchaço, sensibilidade a claridade, redução de visão tem que levar direto no oftalmologista”, frisou.

A conjuntivite pode ser bacteriana, viral ou alérgica. O médico disse ainda que de cada 10 casos de conjuntivite viral, três precisam de raspagem na membrana infeccionada dentro do olho.