Mais uma vítima denuncia pastor por golpe no estado

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Imagem ilustrativa.

Mais uma vítima denunciou o pastor Adriano de Souza por golpe no Espírito Santo. Segundo a advogada Gabriela Ladeira dos Santos, ele prometeu que R$ 10 mil renderiam mais de R$ 200 mil em seis meses, o que não aconteceu.

A proposta de ganhar dinheiro fácil veio em um momento delicado na vida de Gabriela.

“A princípio eu fiz porque eu estava desempregada, cuidando de uma criança pequena, separada há meses. Tava sem renda, dependente da minha mãe. Tenho 33 anos e sempre trabalhei, sempre fui independente, então aquilo ali foi uma forma de eu ter a minha renda até eu arrumar um emprego”, contou.

O primeiro investimento foi feito em outubro de 2018, como mostra a transação bancária. Os rendimentos começaram a ser pagos. “Eu recebia mensal e até o mês de março ele me pagou corretamente”, disse.

Gabriela chegou a indicar clientes para Adriano. Em um áudio que ela guarda como prova, ele falou com a advogada sobre novos contratos.00:00/00:09

Em fevereiro, Gabriela resolveu investir mais. Ela conta que a proposta era fazer R$ 10 mil render mais de R$ 200 mil em seis meses. Isso não aconteceu. “Eu investi R$ 19,8 mil e ele me devolveu R$ 9,8 mil”, disse.

A partir daí, os rendimentos deixaram de ser pagos e a cada contato de Gabriela, uma nova história era contada, até que o pastor desapareceu.

“Depois do mês de março começaram as histórias de que ele foi sequestrado, de que foi assaltado duas vezes. Mudou de escritório, trocou de telefone, não me atendia mais, a esposa dele me bloqueou. Não tinha mais como entrar em contato com ele”, disse.

Primeira vítima a denunciar

A faxineira Lucimagna Caetano da Silva contou que o pastor prometeu transformar R$ 10 mil em R$ 60 mil em seis meses.

Ela vendeu os móveis da casa da família para investir na proposta.

“A gente foi vendendo. Vendeu armário, vendeu geladeira, vendeu guarda roupa, vendeu as camas. Ficamos sem nada para fazer o investimento”, disse Lucimagna.

Advogado

Adriano de Souza Carvalho se apresentava como pastor. Ele atendia em uma sala alugada em um prédio comercial em Laranjeiras, na Serra. O escritório está fechado e o telefone que era usado para fazer contato com as vítimas não atende mais.

A reportagem tentou falar com Adriano mais uma vez, mas não conseguiu contato. O advogado dele disse que o cliente não é um golpista e que quem se sentir lesado vai ser ressarcido.

Reiterou ainda que Adriano é religioso e que hoje vai fazer o levantamento de toda a documentação necessária para provar que ele não aplicou golpes.

O caso segue sob investigação do 15º Distrito de Polícia de Cariacica. Até o momento, não há detidos. Informações adicionais, ainda, não serão passadas para não atrapalhar a apuração do fato.