Capixaba fica em primeiro lugar geral no vestibular do ITA

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Mas a escolha final foi o ITA, em São José dos Campos, São Paulo, onde vai passar os próximos cinco anos estudando engenharia da computação.

“Esses vestibulares demandam muita prática do aluno, tem muita gente que sabe o conteúdo, mas na hora da prova não consegue aplicar. Então tem que ter muita prática e muita vontade também”, disse.

Morador de Vila Velha, Bruno foi aluno do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES). Em 2019, foi morar em Fortaleza para fazer um curso durante todo o ano. Com uma rotina de 11 horas por dia de estudo, ele disse que não teve nem tempo de curtir a cidade.

“Esses vestibulares demandam muito do aluno, então sair pra curtir festas, shopping, fica algo bem restrito. Eu, por exemplo, não saí mais de seis vezes no ano pra shopping, para a praia. Tenho amigos que nem saíram de casa. É difícil, mas no final vale a pena”, contou.

BRUNO estudava 11 horas por dia no ano passado para conseguir passar no vestibular.

No total, o estudante se preparou durante dois anos para o vestibular do ITA, mas contou que sabe de casos de candidatos que tentaram o vestibular por sete anos até serem aprovados.

“É um vestibular muito difícil de passar e tem muita gente com vontade, então se tem gente perseverante pra ficar sete anos tentando, é algo que você tem que se preparar muito pra passar, porque tem pessoas do outro lado também nesse objetivo”, disse.

Agora ele precisa só fazer alguns exames médicos, preparar as malas e se mudar para São José dos Campos. Dia 10 de janeiro ele precisa ir para fazer cursos militares, mas as aulas começam mesmo em março.

Bruno contou que sem o apoio da família, toda a rotina de estudos ficaria mais difícil. Ele mora com a mãe e Itapoã, Vila Velha.

“Sempre incentivei, sempre levei ele para os lugares quando ele tinha que fazer alguma prova, e naturalmente foi acontecendo. Quando ele saiu pra estudar, eu dei o maior apoio, sempre falei que ele tem que ser feliz, fazer o que ele deseja, e é isso que tá acontecendo”, contou a enfermeira Aliane de Paula e Souza.

BRUNO com a namorada Ana Letícia e a mãe Aliane.

A namorada de Bruno, Ana Letícia Montovanelli, estuda no Espírito Santo e vão precisar enfrentar um namoro à distância, mas não é a primeira vez. Ela já ficou um ano morando fora do país, fazendo intercâmbio em Taiwan.

“Quando você tá em um relacionamento, tem que tomar muito cuidado pra não ser egoísta. É preciso apoiar o sonho dos outros, do Bruno principalmente no meu caso. Se ele tá feliz com o ITA, eu tô feliz porque ele tá feliz”, definiu.