TRÊS ANOS APÓS O ASSASSINATO DE MILENA GOTTARDI, MARIDO ACUSADO DE MANDANTE É DEMITIDO DA POLÍCIA CIVIL

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Três anos após o homicídio que marcou a história capixaba, foi publicado, no Diário Oficial desta segunda-feira (14), um decreto do governador Renato Casagrande que determina a demissão do ex-policial civil Hilário Frasson, acusado de mandar matar a ex-mulher, a médica Milena Gottardi, em 2017.

A medida prevê, ainda, que Hilário Frasson também não poderá exercer qualquer função no funcionalismo público por dez anos.

Relembre o caso

Milena, pediatra que cuidava de crianças com câncer, foi assassinada com um tiro na cabeça após sair de um plantão no Hospital das Clínicas (Hucam), em Vitória, na noite do dia 14 de setembro de 2017.

Uma amiga, que acompanhava Milena até o carro naquela noite, disse que o atirador chegou em uma moto, anunciou um assalto e pediu os celulares. Entretanto, o homem atirou em Milena e, sem roubar nada, fugiu do local.

O autor do disparo era Dionathas Alves Vieira, que preso, confessou o crime. Ele já respondeu à uma condenação de quatro anos e oito meses por assalto a mão armada e um processo por infringir a Lei Maria da Penha.

Dionathas Alves foi contratado pelos intermediários Valcir da Silva dias, um lavrador de 49 anos, e Hermenegildo Palauro Filho.

Tanto Valcir da Silva como Hermenegildo Filho receberam de Hilário Frasson (ex-marido de Milena) e seu pai, Esperidão Carlos Frasson, ordens para que a médica fosse executada.

Segundo a polícia, o crime teria sido planejado 25 dias antes da execução e aconteceu um dia antes de Milena e Hilário assinarem o divórcio.

O atirador diz que não teve contato com os mandantes e solicitou ao cunhado, identificado como Bruno Rodrigues Broetto, para que roubasse uma moto, utilizada no dia do crime. Tudo teria sido motivado por questões patrimoniais como o pagamento de pensão para as filhas e divisão de bens.

Hilário Frasson e o pai foram presos uma semana após o crime. Em depoimento, Hermenegildo Filho disse que foi procurado pelo lavrador Valcir da Silva Dias, um mês antes do crime, para fazer um “serviço” não especificado, o qual ele recusou.

Mesmo assim, relatou que foi até o Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM), na noite do dia 14 de setembro, sem saber que Milena seria morta. Era Hermenegildo Filho quem dirigia o carro modelo Gol usado no dia crime. Ele também ajudou a buscar e guardar a moto usada por Dionathas.

Fonte: ESHoje